Quarto Montessoriano + nova categoria

quarta-feira, setembro 02, 2015


Olá, pessoas lindas!!! O post de hoje é pra estrear uma nova categoria aqui no blog, que ainda não sei como chamar, me AJUDEM!! Categoria "Pequeninos", categoria "Mundo infantil"? Socorro. Não queria nada clichê como "Kids", "Pais e filhos" ou direcionada a alguma faixa etária como "Bebês", "Crianças". Nada melhor que pedir ajuda pra vocês que leem o blog. Que nome eu dou pra nova categoria?
Não sou mãe ainda, mas como alguns de vocês devem saber, eu tenho um little brother de 1 ano, o qual acompanho o crescimento desde o primeiro dia de vida, e por isso decidi abrir uma seção no blog onde eu pudesse compartilhar coisas sobre o universo e a educação infantil.
Para começar gostaria de compartilhar algo que admiro muito, mas infelizmente ainda não conseguimos implantar aqui em casa para o Álvaro: o quarto no modelo Montessoriano.

A Pedagogia Montessoriana ou Método Montessori foi desenvolvida por volta de 1907, por Maria Montessori, primeira mulher da Itália diplomada em medicina. Além de médica, Maria Montessori era educadora e seu método propunha a criação de um ambiente de aprendizado mais criativo. Seu trabalho enfatiza a importância de se criar um ambiente adequado para o desenvolvimento da criança, capaz de permitir a livre expressão de suas capacidades. Em um ambiente rico e estimulante, a criança torna-se capaz de aprender sozinha por meio de suas próprias experiências, desenvolvendo-se de forma espontânea, criativa e saudável.
Desta forma, Montessori acreditava que a casa não deve ser para crianças, mas das crianças, ou seja, não organizada para sua chegada, mas estruturada a partir de sua criação. Assim, quando pensamos em uma decoração montessoriana, temos que ter em mente que a proposta é fazer um quarto pensando no bebê e não para uso de adultos. Também é importante ter uma perspectiva que vai além da aparência puramente decorativa. A prioridade é a liberdade que a criança deve ter, ponto fundamental no desenvolvimento da criatividade.
Em um local rico e estimulante, a criança torna-se capaz de aprender sozinha por meio de suas próprias experiências, desenvolvendo-se de forma espontânea, criativa e saudável!

O ambiente precisa dizer à criança:
  1. Você é livre
  2. Você pode tentar
  3. Você é tão importante quanto o adulto
O respeito pelas necessidades da criança talvez seja a forma mais bela de lhe transmitir amor. Vamos ver algumas dicas para montar um quarto no modelo Montessoriano?

1) Esqueça o berço
O berço é substituído por um colchão no chão ou uma cama bem baixinha, para que a criança tenha mais independência para se levantar e se deitar. Se o pequeno costuma rolar de noite, basta fazer uma proteção em torno do colchão com travesseiros ou almofadas. Ao lado do colchão, você pode deixar um tapete longo, para que a criança não pise direto no chão gelado quando acordarSe você não quiser colocar o colchão diretamente no chão, pode optar por um estrado (o mais baixo possível) ou mesmo um tapete de EVA embaixo dele.
Você pode estar pensando: que absurdo! Mas não, não precisa ser um berço, e eu vou dizer isso de novo: não precisa ser um berço. A ideia pode parecer radical demais, mas só é assim porque culturalmente somos criados para pensar que ele é necessário. A cama precisa estar no chão ou precisa ser de uma altura que lhe permita subir e descer com facilidade, exatamente como é sua cama para você. Você não precisa escalar o estrado e o colchão quando quer dormir, e ela também não o deseja. 


2) Tudo ao alcance dos pequenos e oferecido aos poucos
Objetos, brinquedos, livros e fotos devem ser colocados na altura do olhar e ao alcance da criança. Para isso é indicado ter uma estante baixinha, tipo aqueles nichos que a gente usa pra colocar na parede. Caso ele não alcance o armário, deixe algumas opções de roupas num cesto para que possa escolher o que deseja vestir.
Você não precisa nem deve colocar todos os brinquedos e todas as roupas à disposição do seu filho de uma só vez. No livro Montessori: The Science Behind the Genius, Lillard explica que até seis opções são uma boa ideia, porque aumenta a sensação de bem estar da criança. Mais que isso começa a ser demais e muito mais que isso fica realmente confuso. Você pode praticar uma rotação de objetos e deixar sempre presentes aqueles que a criança gosta mais e ir trocando aqueles que ela escolha com menos frequência. Os poucos objetos disponíveis fazem com que a criança conquiste maior autonomia e livre escolha.


3) Decoração minimalista
A decoração deve ser minimalista, apenas com mobiliário essencial para que a criança possa explorar tudo o que tem no quarto. Um quarto muito grande no qual haja brinquedos e materiais por todas as paredes é pouco prático, caro, dá trabalho para limpar e organizar e a criança não consegue de nenhuma forma controle total sobre seu ambiente.
Assim, poucas coisas são realmente necessárias no quarto infantil: um espelho horizontal baixinho; estantes baixinhas; uma barra na parede; espaço livre e uma janela que ilumine bem o cômodo.


4) Miniaturas
Tudo deve ser bem pequeno e proporcional ao tamanho da criança. Cadeiras, mesinhas, tudo!



5) Segurança
É importante que a criança tenha tudo ao alcance das mãos, porém nem tudo. Portanto, degraus, escadas, tomadas e objetos muito pequenos que podem ser engolidos entram para a lista de coisas que ela não precisa ter por perto, ok?

6) Espelho
No quarto montessoriano, o espelho serve para que a criança possa se conhecer e entender que é uma pessoa distinta da mãe. Fora isso, é importante para o bebê reconhecer seu próprio rosto, as possibilidades de movimento dele e as partes de seu corpo, e enxergar-se pode ajudar a criança a se reconhecer como indivíduo, auxiliando no desenvolvimento da autonomia e da força de vontade.
Quando ela ainda não engatinha, esse espelho pode ser instalado na horizontal, ao lado da cama. Mais tarde, pode ficar na vertical, em outra parede. Para garantir a segurança dos pequenos, é importante que esse espelho seja de acrílico e fique bem fixado à parede.

7) Móbile
No início, o recém-nascido não consegue focar coisas que estão muito longe, por isso, o móbile deve estar a 30 cm do bebê. Além disso, no primeiro mês, o ideal é que o objeto seja preto e branco, com diferentes formas e padrões. Mais tarde, podem ser introduzidas outras cores.

8) Barra na parede:
A barra na parede tem uma utilidade só: ajudar a criança a andar, sem depender da ajuda direta dos pais. Pode-se pendurar objetos nesta barra, com espaços de intervalo, para que a criança tenha objetivos a atingir quando tentar caminhar. A utilização da barra precisa ser ensinada, claro, devagar, passo a passo, e quando você perceber que seu filho está tentando levantar e dar os primeiros passos. A barra poder ser daquelas de cortina, mesmo, bem presas a mais ou menos 50cm do chão - isso vai variar conforme a altura de seu filho.


9) Brinquedos e livros
Se os seus pertences são excessivamente coloridos, plásticos, barulhentos e se fazem tudo por ela – como os brinquedos modernos, que não necessitam da participação da criança e fazem dela mera espectadora – então ela desejará o mundo do adulto, porque é muito melhor do que o dela. 
Se você precisar escolher para sua criança entre dois brinquedos ou materiais, escolha o menos colorido, o mais natural, o menos plástico, o menos sonoro (à exceção de instrumentos musicais de qualidade, evidentemente) e o que acenda menos luzinhas. Se não houver uma opção de cores tranquilas ou neutras, de material natural (vidro, porcelana, metal, madeira), e silenciosa, pense com muito cuidado se é necessário comprar alguma coisa. Madeira e metal são os melhores materiais para brinquedos, porque realmente oferecem prazer para os sentidos, muito mais que plásticos.
Além dos tradicionais brinquedos, você também pode colocar objetos da casa (utensílios de cozinha que não oferecem riscos, como colheres de pau, copos de plástico) para os pequenos explorarem.
Os livros não precisam ser materiais sensoriais. Eles podem ser só de leitura, e o exercício de abrir, ver figuras e virar páginas já será interessante para a criança. Evite a todo custo livros que emitam sons. Excessos de estímulos não fazem bem para a criança e fazem com que a atenção dela seja desviada de qualquer foco possível.


Se é um bebê, pense no piso, no rodapé (que pode trazer detalhes para os bebês observarem, como cores); para a criança de dois ou três anos, já privilegie outras coisas, porque ele já anda, já fala. A ideia é adaptar o quarto de acordo com a faixa etária. Vá mudando as coisas, adicionando outras conforme o bebê for crescendo. O mais legal é isso: o quartinho cresce e se modifica junto a criança.

Pesquisando encontrei algumas lojinhas que vendem brinquedos e artigos de decoração Montessorianos. Não sei se são confiáveis, mas os links são esses:


Se você quer saber mais e se inspirar, indico o vídeo da Flavia Rubim (meu canal favorito no momento) em que ela explica um pouco sobre o tema e mostra o quarto montessoriano da sua filha Cora. 


É isso, pessoal. Espero de verdade que tenham gostado de saber sobre esse tipo de quarto, que vai muito além da decoração. Me contem nos comentários se gostaram da nova categoria e se querem ver mais posts do tipo aqui. Beijos!!

» informações retiradas deste post do Lar Montessori

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3 comentários

  1. Eu conheci esse método através da Flavia Calina... Achei muito interessante.
    Ainda não sou mãe, mas se eu for espero conseguir fazer algo assim.
    Acho que pra categoria poderia ter um nome relacionado a educação talvez... num sei...
    Beijos

    http://www.biancagsnunes.com/

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  2. Achei bem interessante, e ao mesmo tempo bem fofinho. Afinal é sempre importante ter o mesmo cuidado que temos com nós mesmos com as crianças. Na questão da categoria, ai me desculpa mas não consegui pensar em nada, estou igualzinho a você. Beijos ♥

    Blog Sorriso de Vida, clique e saiba mais!

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  3. Eu sigo a Flavia Rubim no instagram e o modo que ela vive a vida é lindo demais! Engraçado, eu estudei num colégio chamado Montessoriano por tanto tempo e não sabia disso, muito legal!

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