Aprendendo a ler os rótulos dos cosméticos

quarta-feira, dezembro 10, 2014


Existe uma lista gigantesca de produtos nocivos à saúde humana que, muitas vezes estão presentes nos cosméticos (como o chumbo, em alguns batons). Pra não correr nenhum risco, pra prevenir e manter a saúde em dia, não custa nada aprender superficialmente a ler o rótulo dos cosméticos e saber o que você anda passando no seu corpo. Andei dando uma pesquisada, porque eu mesma sou muito negligente quanto a isso, e resolvi compartilhar com vocês. Vamos ver?


Ordem dos ingredientes

A ordem na qual são apresentados os ingredientes é muito importante, pois indica quais ingredientes estão mais presentes no produto. Isso serve pra QUALQUER produto. Seja cosmético, ou alimentício.

Exemplo prático:
Ingredientes: Água, Cromo, Cádmio, Alumínio.

"Água" está no começo da lista e isto significa que a água é o ingrediente maioritariamente presente no produto em questão. E assim sucessivamente.

Linguagem

Também a linguagem utilizada é importante. Quando os ingredientes botânicos na embalagem mantiverem o nome em latim, significa que foram utilizados na preparação do produto sem alterações químicas.

Por exemplo, se na embalagem encontrarmos o termo prunus amygdalus dulcis oil (e não "óleo de amêndoas", que é a tradução) sabemos que foi utilizado o produto natural tal e qual, sem modificações que poderiam estragar a substância.

Corantes

No caso de todos os outros ingredientes, fruto de síntese química (artificiais), são utilizados termos em língua inglesa, portuguesa ou códigos numéricos; estes, em particular, identificam corantes artificias utilizados no produto e seguem as regras do sistema de nomenclatura Color Index: as letras CI mais 5 dígitos.
Por exemplo: CI 15510 é o corante Alaranjado II, também conhecido como laranja ácido 7, laranja 2-naftol e Orange II.

Os corantes artificiais aparecem geralmente no fim da lista dos ingredientes.

Tensioativos

Outro grupo de ingredientes muitas vezes presente é aquele dos tensioativos. Também chamados de "surfactantes", são substâncias que diminuem a tensão superficial ou influenciam a superfície de contato entre dois líquidos.: de fato, facilitam a mistura entre os líquidos (exemplo: entre o shampoo na nossa cabeça e a água da torneira). São eles que criam a espuma.

Mas são bons ou são maus? Depende. Há tensioativos de origem natural (como o Coco glucoside, Decyl glucoside ou o Sodium lauroyl glutamate) que não provocam problemas; e outros, de origem sintética (derivados do petróleo), que poluem e são suspeitos de toxicidade (é o caso do Sodium laureth sulfate ou oAmmoniun lauryl sulfate).

Obviamente, os produtos mais seguros são aqueles onde aparecem mais ingredientes naturais, como os óleos, indicados com a nomenclatura latina, acompanhados pelos extractos naturais e os óleos essenciais.

Regra geral: melhor limpar-se com um derivado do coco e não com um derivado do petróleo.
É uma observação banal? Pode até ser. Mas, espreitem nos seus produtos de limpeza e vejam quantos contêm derivados do petróleo...


Ingredientes que devem ser evitados

Há ingredientes que é bem evitar. Porquê? Os motivos parecem óbvios. Vamos ver quais?

1. Tensioactivos derivados do petróleo
Evite produtos com ingredientes como Sodium laureth sulfate, Sodium lauryl sulfate, Ammoniun lauryl sulfate. 

2. Outro ingredientes derivados do petróleo
Além dos tensioactivos, há outros ingredientes que podem derivar do petróleo: são Paraffinum Liquidum, PEG, PPG, Mineral Oil, Petrolatum.
Paraffinum Liquidum é a parafina, utilizada também nas embalagens de papelão, no revestimento de queijos e frutas, nas velas, nos adesivos termofusíveis (hot melt), no papel químico, nas tintas, nas pinturas. Em cosmética encontra emprego como agente filtrante nos cremes e nos óleos para crianças.
O PEG é o polietilenoglicol, substância utilizada também na fabricação de coletes anti-bala, para unir duas células em Biologia, em Arqueologia para a conservação dos achados de madeira. 
O PPG é o Propilenoglicol, um hidratante também utilizado como solvente na fotografia, anticongelante, líquido de arrefecimento.
O Mineral Oil é um óleo mineral (também chamado parafina líquida), derivado da destilação do petróleo no processo de produção da gasolina. É utilizado na cosmética por via das propriedades hidratantes, mas também na refrigeração e isolamento dos transformadores eléctricos, no transporte e armazenagem de metais alcalinos, como laxante, lubrificante e no combate a pulgões(afídios).
O Petrolatum é a vaselina, também chamada de "gelatina de petróleo", uma parafina líquida.

Todos estes, repetimos, são ingredientes derivados diretamente do petróleo, utilizados na preparação de produtos cosméticos (beleza, higiene) e devem ser evitados.

3. Ingredientes altamente poluentes (EDTA, MEA, TEA, MIPA)
O EDTA é o ácido etilenodiamino tetra-acético, utilizado para descolorir os cabelos.
O MEA é a metiletanolamina, que cria ação espumante.
A TEA é a trietanolamina, um composto orgânico que regula o Ph dos produtos nos quais é utilizado.
A MIPA é uma isopropilamina, também utilizado como herbicida.

Todos estes são fortes poluentes.

4. Ingredientes altamente alergênicos ou considerados como potenciais libertadores de formaldeído
São estes: Triclosan, Imidazolidinyl urea, DMDM Hydantoin, Methylisothiazolinone, Methylchloroisothiazolinone.

O formaldeído, também utilizado para preservar os cadáveres ou como agente de esterilização, atua no osso organismo com um mecanismo que ainda não é totalmente conhecido. Conhecidos são os efeitos: exposições de longa duração a baixas concentrações podem causar dificuldade respiratória, enfisema e sensibilização. O formaldeído é classificado como carcinogênico humano e têm sido relacionado com câncer dos pulmões e nasal e com possível câncer no cérebro e leucemia.

5. Siliconas
Tais como Poliquaternium-80, Dimethicone e Amodimethicone (criam um filme que torna a pele aparentemente mais sã).

Os ingredientes utilizados na cosmética são muitos, é impossível lembrar todos os nomes. Mas alguns deles repetem-se com uma certa frequência, o que torna mais fácil a memorização daqueles que podemos evitar.


É isso, pessoal! Melhor não cair numa dessas pra não ter nenhum problema e se arrepender mais à frente. Não custa nada ficar de olho e preservar nossa saúde, que é um dos bens mais importantes que temos. 

Espero que o post tenha ajudado de alguma forma. Mil beijos!

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2 comentários

  1. Nossa, muito bom saber disso! Eu confesso que nunca leio os rótulos, nem de alimentos, nem de cosméticos. Acho que agora quando eu for comprar alguma coisa vou ler antes.

    Beijos ♥
    www.keithpappen.blogspot.com

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  2. Super interessante esse post, adorei conhecer um pouco mais. Porque eu sou dessas bem curiosas e sempre leio os rótulos só que não adianta muita coisa porque eu não entendia nada, hahah :))

    Sorriso Espontâneo

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