Que educação queremos para nossas crianças?

quarta-feira, setembro 03, 2014


Tive uma matéria na faculdade muito importante, com uma professora incrível, chamada "Aprendizagem e Memória". Essa disciplina me fez refletir acerca dos modelos educacionais impostos em nossa sociedade e resolvi fazer esse post depois de muitas reflexões e muitas coisas que tenho visto por aí, como por exemplo o post do Balzaca Materna, onde a Dani explica a decisão dela de retirar o filho da escola (leiam, vale a pena!). Como também vou começar a estagiar na área de Psicologia Escolar, tenho lido e pesquisado muito sobre o tema.

A questão que quero trazer é que essa educação adaptacionista que temos, gera, por si só, uma homogeneização dos educandos, que devem seguir padrões, alcançar metas, tirar boas notas e se adequarem às regras de comportamento e disciplina impostas pelo modelo de educação tradicional. Eles viram números, diplomas, prêmios. Essa padronização faz com que a genialidade e a criatividade não possam ser expressas.

Muitos teóricos defendem que o movimento de aprendizagem só se dá se houver uma motivação, um interesse e uma curiosidade por parte dos alunos. O ser humano é um todo, atravessado por sua cultura, pelo ambiente, por diversos fatores. Eles precisam de uma educação integral, que integre prática e teoria, que integre todas as disciplinas, e não uma educação teórica apenas e fragmentada (aqui estudamos biologia, aqui matemática, aqui português).


A aprendizagem forçada, de assuntos obrigatórios, também pode dificultar o processo. É o aluno que deve manejar seu movimento de aprendizagem. É preciso respeitar seu ritmo, seu tempo e suas necessidades. O professor deve ser apenas seu guia. É preciso que se tire esse estereótipo de professor protagonista, que apenas passa o conhecimento, e de que é somente ele que detém o saber. 
Aliás, outro ponto a se discutir é o papel que o docente tem exercido. Um professor que não acredita no seu trabalho, não está feliz com o que faz e se mantém estagnado, não gera bons resultados. E com bons resultados não quero dizer muitos alunos aprovados e com notas altas. 

O princípio básico é nos questionarmos, mas isso dá medo. É preciso questionar a educação para que possamos modificá-la. Vejo em muitas propostas políticas, o investimento de não sei quantos do PIB na educação, não sei quanto de dim dim para a educação... mas e o processo reflexivo? Será que só dinheiro basta? Os professores vêm de um modelo repressor, fixado no conteúdo e talvez por isso tenham tanta dificuldade de fazer algo diferente para as novas gerações. Não podemos também culpá-los completamente.
É preciso integrar a família, a sociedade, o indivíduo... Todos precisam ser livres para se movimentar na educação. Só assim se poderá construir algo novo, já que não há uma receita para todos, mas sim diversas propostas.

Recomendo que assistam ao documentário "A Educação Proibida", que traz à tona muitas dessas questões e fala sobre propostas alternativas de educação.


Outro documentário lindo é o "Quando sinto que já sei", que mostra escolas que se abriram para as comunidades e mexeram com o atual modelo da educação no Brasil: carteiras enfileiradas, aulas de 50 minutos, provas, sinal de fábrica para indicar o intervalo, grades curriculares, conhecimento dividido em diferentes caixas... O documentário visita projetos com propostas educacionais inovadoras. Ouvem crianças, pais, professores, educadores, diretores e gente das mais diversas áreas, todas com o mesmo desejo: romper com o modelo convencional de escola. Assistam!!


Recomendo também esse post do Hypeness, que conta sobre IslandWood, um ecentro de aprendizagem ao ar livre de 255 hectares, projetado para oferecer experiências excepcionais de aprendizagem ao longo da vida e inspirar a gestão ambiental e da comunidade, combinando a pesquisa científica, a tecnologia e as artes para ajudar os estudantes a descobrir as conexões naturais e passarem a se integrar mais à natureza, coisa que não acontece no cotidiano urbano das crianças. Lindo demais! Vale a pena ler e ver as imagens.
Também recomendo que procurem sobre a Pedagogia Waldorf, que é um tema muito legal, mas que é tão extenso que daria outro post.

Enfim, isso não é uma apologia ao fim dos métodos tradicionais de educação, era só mais uma reflexão que queria trazer pra vocês. Espero que tenham se identificado com minhas ideias sobre o tema. E, se não concordarem, argumentem também nos comentários! Beijos.

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2 comentários

  1. Acredito que com os métodos convencionais as crianças aprendem pouco, ficam mais preocupadas com fazer bagunça e colar nas provas. Mas se as escolas usassem um método diferente como alguns que citou no texto, acredito que a educação melhoraria e que as crianças e adolescentes iriam a escola com vontade de aprender coisas novas, com animo para as provas e felizes.

    Beijos <3

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  2. Amei!! Esta é realmente uma questão muito importante para se refletir. Todo educador e pais deveriam ler. Parabéns.

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