Sem pedestal


Quando escrevo denunciando um tipo de comportamento negativo, quando escrevo sobre ser prisioneira do padrão de beleza da mídia, autoestima, sobre consumismo, minimalismo e preconceito, não estou escrevendo de cima para baixo, como uma guru intocável que conseguiu atingir um comportamento perfeito falando para os pobre-coitados lá embaixo que ainda não chegaram ao seu nível de iluminação. Pelo contrário, estou falando a partir dos subterrâneos, do meio da multidão, como mais um roto entre tantos esfarrapados; estou falando justamente da batalha diária que travo comigo mesma, todo dia, o tempo todo, para ser menos consumista, menos egoísta, menos superficial, menos vaidosa e mais auto-confiante. O único dedo que aponto é para mim mesma. Sempre.
Não sou guru, não sou perfeita. Sou profundamente egoísta, vaidosa, ciumenta, intrinsecamente autocentrada, preguiçosa. Mas talvez, e essa é minha esperança, não para sempre.


Resenha: Listografia


Sinopse: O livro definitivo para todas as listas da sua vida! Nostalgia. Essa foi a inspiração de Lisa Nola para inventar um tipo inusitado de autobiografia. Quais foram os melhores presentes que você já recebeu? Os lugares mais estranhos onde já fez sexo? As coisas que mais irritam você? Seus momentos mais embaraçosos? Os lugares que adoraria conhecer? Neste livro, o leitor vai rememorar episódios engraçados da própria vida, filmes e livros interessantes, pessoas que conheceu e muito mais. Com diversas perguntas bem-humoradas e ilustrações bastante divertidas, Listografia o incentivará a colocar no papel pedaços de sua história pessoal. Ao final, Lisa convida o leitor a soltar sua imaginação e inventar suas próprias listas personalizadas. Esta é, acima de tudo, uma reflexão leve e sensível sobre os nossos interesses, nossa memória e nossos sonhos, e as páginas preenchidas podem servir de lembrança para os momentos de nostalgia ou revelar características intrigantes e inusitadas do seu dono.

Eu sou completamente viciada em fazer listas, todo mundo que me conhece sabe disso. Eu sou usuária do site Listography há cerca de 5 anos e sempre soube que eles tinham os seus livros próprios, mas que só eram vendidos no exterior. Sendo assim, eu ficava só na vontade. Quase tive um heart attack quando descobri que haviam lançado a versão traduzida do livro principal deles, o Listografia. Coloquei ele correndo na minha "lista (hahahaha)" de desejos literária. Mas, a vontade de comprar ficou ainda mais forte quando vi ele pessoalmente. Minha prima Luíza ganhou um e me mostrou. Passou um tempo, não resisti e comprei também. Enfim, tô aqui hoje pra compartilhar com vocês minhas impressões. 


Primeiramente, queria dizer que quando o livro chegou eu fiz mais de 10 listas em dois dias, hahahaha. Minha mãe até disse que eu acabaria com o livro em 2 semanas. Ele tem 160 páginas, sendo que de um lado é uma ilustração, e do outro, a proposta de lista com as linhas pra você preencher. Nessas ilustrações de Nathaniel Russell, a própria autora cita coisas que ela colocaria se fosse a autobiografia dela. Isso dá um toque super fofo e especial ao livro.


A obra possui as páginas amareladas, diagramação extremamente centralizada e letras de tamanho ideal (tudo que amo reunido em um livro só). O livro não possui orelhas/abas, as bordas são arredondadas, sua capa tem cores bem vivas e é texturizada. 


A autora diz que é uma forma de você criar uma autobiografia e eu adorei essa visão. O livro te pede para completar listas como "os lugares que já morou", "suas melhores aquisições", "o que faria se ganhasse na loteria" e muito mais. São coisas que podem mudar de tempos em tempos e mostram quem é você hoje. Por conta disso, eu preenchi as listas e no final coloquei a data. 




A ideia é soltar a imaginação e as lembranças. Esse livro é ótimo para aqueles dias que a gente tá sem inspiração, ou com preguiça de fazer alguma coisa que exija mais da gente. Você vai ver que as ideias e a sua criatividade vão fluir mais facilmente e isso vai te ajudar em várias áreas da sua vida. 
Cada lista é muito criativa e te ajuda até a pensar em coisas que você nunca parou pra prestar atenção


A maioria das listas são muito pessoais, o que torna o livro mais especial ainda. Com certeza eu concordo com essa frase acima! 


Comprei numa promoção no Submarino por 18 reais.

E aí, o que acharam? Alguém tem? Alguém quer comprar? Me contem nos comentários! Beijos.

Dicas para viver bem sem precisar de muito


Quem procura uma vida mais minimalista, concentrada nas coisas e nas pessoas que realmente importam, procura, inevitavelmente, uma vida mais calma, mais simples. E a verdade é que não precisamos de muitos bens materiais para vivermos bem e para sermos verdadeiramente felizes. Precisamos apenas da mentalidade certa. Querem ver?

1. Precise de muito pouco para ser muito feliz: comida simples e boa, um telhado sobre as nossas cabeças, algumas mudas de roupa, um bom livro, um trabalho importante e pessoas que amamos e que nos amam. 

2. Queira pouco e não será pobre: você pode ter muito dinheiro e muitos bens materiais, isso não é errado. Mas, se está sempre ansioso e com ambição por mais, será mais pobre do que aquela pessoa que tem pouco e não quer nada. Tem uma frase que gosto muito que diz o seguinte: "Há duas formas de ser rico: uma é adquirindo muito, outra é desejando pouco."

3. Concentre-se no presente: deixe de preocupar-se com o futuro e de viver no passado (aliás, vou fazer um post só sobre isso). Quanto tempo você passa por dia pensando em outras coisas sem ser onde está e o que está fazendo naquele preciso momento? Quantas vezes não está preso aos seus próprios pensamentos em vez de estar saboreando e vivendo o presente, aproveitando cada momento da sua vida? Viva o aqui e o agora e terá uma vida preenchida. É a famoso expressão "ichi-go, ichi-e", que contei nesse post.

4. Seja feliz com aquilo que tem e com o lugar em que se encontra: não raras vezes, queremos estar em outro lugar, fazendo outra coisa, com outras pessoas, conseguindo coisas que nada têm a ver com aquilo que já temos. Mas a verdade é que aquilo que temos e o momento da vida em que nos encontramos já é fantástico! As pessoas com quem estamos (incluindo nós próprios) já são perfeitas. Aquilo que temos, basta. Aquilo que estamos fazendo, é maravilhoso. É uma ideia próxima da que falei aqui em cima.

5. Sinta-se grato pelos pequenos prazeres da vida: uma mão cheia de framboesas, alguns quadrados de um chocolate delicioso, uma bela xícara de chá – prazeres simples que são muito melhores do que sobremesas decadentes, refrigerantes açucarados e alimentos fritos, se aprendermos a desfrutar deles ao máximo. Um bom livro que trouxe da biblioteca, uma caminhada com uma pessoa amada, a satisfação de uma enérgica sessão de exercício físico, andar descalço sobre a relva, um momento de silêncio enquanto se contempla o amanhecer e o mundo ainda descansa. Estes pequenos prazeres são sinônimos de viver bem, sem precisar de muito. Acho que esse é o objetivo do projeto Petitis Plaisirs, que tenho desenvolvido aqui no blog. Chamar atenção para os pequenos detalhes que fazem nossa vida ter valor.

6. Deixe-se motivar pela alegria e não pelo medo: muitas vezes, as pessoas são conduzidas pelo medo de ficar para trás ou esquecido, pelo medo da mudança, pelo medo de perder alguma coisa. Estes não são bons motivos para fazer o que quer que seja. Em vez disso, faça as coisas porque estas trazem a você, ou a quem o rodeia, alegria. Deixe que o seu trabalho seja conduzido pela alegria de fazer algo criativo, valioso, com significado e não pela vontade de manter um certo estilo de vida ou pelo medo de ver esse estilo de vida alterado.

7. Pratique a compaixão: compaixão pelos outros cria relações de amor, relações valiosas e cheias de recompensas. Compaixão por si significa perdoar por erros cometidos no passado, cuidar bem de si (alimentar-se de forma saudável e praticar exercício físico) e se amar tal e qual é. Pratique a compaixão com as pessoas ao seu redor mas, principalmente, auto-compaixão. Vale a pena reler o texto "Como apaixonar-se por si", que já postei aqui no blog.

8. Esqueça a produtividade e os números: no fundo, isso não interessa nada. Se você está exclusivamente focalizado em fazer coisas para atingir números (certos objetivos) fica claro que você já perdeu de vista aquilo que é realmente mais importante. Se o objetivo é ser produtivo, estará enchendo seus dias apenas para que possa ser (ou parecer) produtivo e isso é uma perda de tempo. Cada dia é uma bênção e não deve ser sufocado com afazeres desnecessários – procure sempre tempo para desfrutar do seu dia, para desfrutar daquilo que preenche verdadeiramente a sua vida, como por exemplo, as pessoas que você ama.

"Comece a viver imediatamente, e conte cada dia como se fosse uma vida." (Seneca)

Lembrando que essas são apenas dicas. Cada pessoa encontra individualmente o melhor caminho a seguir para ser mais feliz com menos. Me contem nos comentários o que acharam! Beijos.

» imagem | blurry eye

O que eu tenho ouvido ultimamente


Olá, pessoas lindas! Estava ouvindo umas músicas hoje de manhã antes de ir para a faculdade e achei legal a ideia de compartilhar com vocês o que tenho escutado ultimamente. A maioria das músicas eu já conheço há um bom tempo, mas tenho me apegado a elas por algum motivo que não sei explicar. Outras, eu acabei descobrindo recentemente e não consigo mais parar de ouvir. Essa "playlist" está recheada de boa música nacional, que é uma das minhas grandes paixões na vida. Espero que gostem!



















E aí, já conheciam alguma? Descobriram alguma nova e gostaram? Me contem nos comentários!
Beijos e até a próxima!!

» imagem | sincerely, kinsey