O mundo é dos loucos


Cecília, cabelos com ondas naturais queimadas pelo sol do litoral, cara lavada, tinha interesse por Vedanta, Budismo e Medicina Ayuvérdica. Fazia graduação em Filosofia e se interessava principalmente pelo Estoicismo. Seu sonho era morar algum tempo na Índia, tomar uns chais com os sadhus, ouvir a voz da experiência, conviver com vacas, macacos e motoristas de tuk tuk. Enquanto não podia, se afogava em livros como O Grande Bazar Ferroviário e O Lobo da Estepe.
Um dia ela estava sentada nas escadarias, contemplando tudo com a estranheza que lhe era própria e com a paz interior que sempre lhe acompanhava. Seu peito falava mais alto, gritava para ela mandar pra casa do c#$*%* todo aquele medo e aquela procrastinação que a impedia de evoluir. Foi aí que ela abandonou a meditação que fazia todos os dias embaixo do Ipê amarelo da faculdade na hora do almoço, abandonou aquele fardo de boa filha e aquela farda de hippie moderna e foi depressa fazer o que já queria desde que veio ao mundo: se juntar a ele. Ela saiu por aí marchando, tecendo tramas, dando e desmanchando laços. Incorporou o veganismo, adotou o Straight Edge e desistiu de seguir Buda, Alá, Jesus Cristo, Krhisna... queria mesmo era seguir seu coração. Foi para as ruas e decidiu amá-las e conhecê-las de forma vulgar, crua, bruta, intensa e desacomodada. Sem cômodo pra ficar, sem papéis de parede florais, somente a luz do sol para guiar seu caminho. De hoje em diante ela deixaria as nuvens lavarem seu corpo e sua alma e encontraria nos lábios de um qualquer a suplência de sua carência. Não sentiria falta da fumaça ao encher os pulmões do ar puro do crepúsculo de uma cidadezinha do interior. Sem urgência. Paciência! O mundo é dos loucos.

As tatuagens da Julia Petit


O post de hoje é sobre minha linda, diva, maquiadora e musa inspiradora. Conheci a Julia Petit primeiramente pelo seu programa no GNT e, quando descobri que ela tinha um canal no Youtube e um blog, fiquei eufórica. E desde então passei a acompanhar ela. A primeira impressão que tive quando a vi foi: uau, que mulher! A cor do cabelo vibrante e linda e, principalmente, as tatuagens fazem ela ter mais estilo e parecer uma mulher forte e com personalidade, pelo menos na minha opinião. Eu sempre gostei de maquiagem e, depois que comecei a acompanhar ela, resolvi entrar de cabeça nesse universo.
Enfim, ela é uma das minhas musas inspiradoras e um dia ainda vou ter esse cabelo e esse talento com maquiagem, hahahaha. Mas hoje venho falar apenas das tatuagens marcantes que ela tem. Querem ver quais são?


1. Borboleta delicadinha na mão | 2. Um símbolo que não conheço | 3. Uma mandala | 4. Uma tribal no pulso


5. Uma nas costas que não consegui decifrar | 6. Uma outra tribal circulando o tornozelo (bem parecida com a do pulso) | 7. Me pareceu uma flor | 8. Outra tatuagem com mini símbolos que não identifiquei.


9. A palavra Liberty Lipstick (eu acho), circulando o outro tornozelo.

Nesse vídeo de um anúncio recente que ela fez dá pra ver melhor as tatuagens que mostrei e outras que não encontrei foto:


O que acho mais interessante é que as tatuagens dela não têm nada a ver com modinhas e são muito pessoais, com significados indecifráveis para quem não a conhece. E, além de tudo, são lindas e combinam muito com o estilo dela. Acredito que a completam.

E aí, o que acharam dessa linda tatuada? Eu amo demais! Espero que tenham gostado. Beijos!

Spend more time living outside

Andei pensando: acontece tanta coisa lá fora e a gente se fechando cada vez mais no nosso mundinho individualista. Não sei quem aí tem quintal/terraço/jardim em casa, mas quantas vezes você sai da frente do computador/TV e vai lá fora ver como o céu, as plantas e o sol estão? Digo por mim mesma. Tenho um quintal maravilhoso e muito bem cuidado em minha casa e, muitas vezes, nem reparo nas coisas ao meu redor. As flores nascem e morrem sem que eu nem mesmo me dê conta. E elas têm tanta beleza. E tanta coisa a nos ensinar!
Hoje li um texto da faculdade que falava sobre a medicina de séculos atrás. Um dos procedimentos terapêuticos usados, em tempos onde a alopatia era pouco conhecida, era a mudança de ares. Eles recomendavam que a pessoa doente fosse para lugares onde houvesse ar puro e saudável, geralmente no interior, no campo. E, por que será que a gente se "cientificizou" tanto e esqueceu aconselhamentos tão ricos como esse? A gente não precisa ir muito longe para entrar em contato com a natureza. Mesmo que você more na grande SP! Basta força de vontade de nossa parte.
Agora vão algumas fotos que tirei no dia que decidi literalmente "sair da casinha":









E, para finalizar, uma música que amo...


"Você passa a maior parte do tempo tentando entender. Por que você nunca consegue entender justamente o que você está tentando entender? Passe mais tempo vivendo. Você passa a maior parte do tempo procurando pelo amor que estará à procura do seu amor. Você ama guardar o seu amor para o amor. Passe mais tempo amando. Você passa a maior parte do tempo falando de si mesmo e como isso é importante para seu ego, mais do que para qualquer outra pessoa. Passe mais tempo ouvindo. Você passa a maior parte do tempo julgando tudo como se até soubesse de alguma coisa. Há mais nas coisas do que somente uma coisa. Passe mais tempo respeitando.  Você passa a maior parte do tempo preocupado com o que irão dizer sobre suas maneiras bobas. E isso não é bobo, afinal de contas? Passe mais tempo fluindo..."

É isso, pessoal! Adaptei essas frases da música para criar o título do post: passe mais tempo vivendo lá fora!
Espero que tenham gostado e que levem para a vida de vocês essas reflexões. Beijos!